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13 de Dezembro de 2019

Importação de soja da China salta em novembro com cargas dos EUA agendadas durante trégua comercial

As importações de soja da China em novembro saltaram na comparação com mesmo mês do ano anterior à medida que embarques dos Estados Unidos agendados durante uma trégua na guerra comercial entre chineses e norte-americanos foram liberadas pelas alfândegas, segundo dados oficiais.

A China importou 8,28 milhões de toneladas de soja em novembro, alta de 54% na comparação anual, com a chegada das cargas dos EUA, mostraram dados da Administração Geral de Alfândegas no domingo (8). O dado também mostrou alta de 34% na comparação com as 6,18 milhões de toneladas em outubro.

A China, maior compradora de soja do mundo, geralmente obtém a maior parte de suas importações da oleaginosa junto aos EUA nos últimos meses do ano, quando a colheita norte-americana domina o mercado. Mas as cargas dos EUA caíram após Pequim ter colocado uma tarifa de 25% sobre produtos do país, incluindo a soja, em julho passado.

Os compradores chineses têm evitado a produção dos EUA em meio à guerra comercial, mas compraram mais grãos norte-americanos nos últimos meses, depois que o governo ofereceu a alguns deles a compra de compras cargas americanas isentas de tarifas extras, em um gesto de boa vontade com Washington.

A China disse na sexta-feira (6) que vai oferecer mais isenções em alguns embarques de soja, à medida que os dois lados tentam fechar um acordo para acabar com a prolongada guerra comercial.

Ainda assim, a demanda da China por soja, esmagada para produzir farinha de soja para alimentação animal, tem sido contida por um surto devastador da peste suína africana que reduziu em 41% o seu rebanho suíno, segundo dados oficiais.

Nos primeiros 11 meses do ano, a China comprou 78,97 milhões de toneladas de soja, uma queda de 4% em relação ao mesmo período do ano passado, mostraram dados alfandegários.

Trump diz que acordo pode só sair após eleições de 2020

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na semana passada que não tem um prazo para alcançar um acordo comercial com a China e que talvez seja melhor esperar até depois da eleição presidencial norte-americana em novembro de 2020, reduzindo as esperanças de uma resolução rápida para a disputa que tem pesado sobre a economia mundial.

"Eu não tenho prazo, não. De certa maneira acho que é melhor esperar até depois da eleição em relação à China", disse Trump a repórteres em Londres, onde participa de reunião com líderes da Otan.

"Mas eles querem fechar um acordo agora, e veremos se o acordo será ou não correto, ele tem que ser correto."


Do: G1

Por: Reuters

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Disponível em: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2019/12/09/importacao-de-soja-da-china-salta-em-novembro-com-cargas-dos-eua-agendadas-durante-tregua-comercial.ghtml| Acesso em: 13/12/2019 às 16h31.

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